Entre estes transtornos, podemos distinguir:

Transtorno Obsessivo-compulsivo: a pessoa com este tipo de transtorno, tem medo de sofrer algum tipo de problema que ponha em risco o seu bem-estar ou dos entes queridos (doença, acidente, morte…), pelo que inconscientemente acaba na realização de rituais que acalmem a ansiedade associada a esses medos. Como esses rituais não são efetivos na eliminação da fonte de ansiedade, acaba por realizá-los constantemente, o que influencia e diminui o tempo que destina às suas atividades sociais, laborais e afetivas. Resumidamente, e desconstruindo o nome deste transtorno, se por um lado há uma obsessão relacionada com um medo de que algo poderá acontecer com o seu bem-estar ou de quem o rodeia, por outro há também a compulsão de desenvolver rituais que diminuam ou atenuem a ansiedade.

Transtorno de Escoriação da Pele: consiste em repetidos atos de provocar lesões na pele a si mesmo, através da utilização das próprias unhas ou outros instrumentos, como pinças. A pessoa muitas vezes entra em conflito consigo mesma na tentativa de não o fazer, mas acaba por recair. Os lugares mais comuns em que ocorrem as lesões são as mãos, a cara, a boca e os braços, mas a pessoa pode lesionar-se em várias partes do corpo. Estas ações podem ocorrer a qualquer altura do dia, inclusivamente quando a pessoa está a realizar as suas tarefas diárias.

Transtorno Dismórfico Corporal: a pessoa preocupa-se por ter um ou mais defeitos imaginados no seu corpo, que não são observáveis pelos outros. Por outro lado, se algum leve defeito existe, por vezes é facilmente alvo de preocupação excessiva. Isto leva a condutas repetitivas, relacionadas com o aspeto físico, tais como ver-se repetitivamente ao espelho ou comparar a própria aparência com a de outras pessoas.

Transtorno por Acumulação: a pessoa é incapaz de desfazer-se, do todo ou em parte, de pertences, apesar de saber que o seu valor atual é menor do que quando os adquiriu. Desfazer-se das suas coisas acaba por ser angustiante e provocar sofrimento.

Tricotilomania: a pessoa tende a arrancar o próprio cabelo, sendo mais frequente fazê-lo no couro cabeludo, pestanas e sobrancelhas. Este ato é precedido de uma sensação de ansiedade e tensão que é diminuída com este tipo de procedimento. Após este, a sensação de ansiedade dá normalmente lugar a uma sensação de culpa e falta de controlo.